É bom saber... Para a beatificação de Santa Ângela a Santa Sé exigiu três milagres: 1° Ângela Filippini, esposa de Pedro Ravelli, tabelião em Bréscia, sofria desde cerca de uns 20 anos de uma doença (escoburto) que é causada pela falta de vitamina C no organismo, provoca muitas dores e febre. Algumas feridas formaram-se em diversas partes do corpo. Em abril de 1777, a doença agravou. A pobre enferma ouviu falar do tríduo que seria celebrado em honra da bem aventurada Ângela e resolveu ir ela mesma prostrar-se diante da santa relíquia. Seus parentes que tinham ido visitá-la, queriam lhe proibir, pois era impossível sair. Mas a doente ficou firme e na manhã do dia 15 de abril, ela fez-se levar à Igreja de Santa Afra. Foi colocada junto ao altar. Aí, ajoelhou-se, apesar das dores que sentia; permaneceu assim durante três missas que foram celebradas. Em seguida eis que certo vigor se fez sentir em todo o seu ser, avisando-a que suas orações foram ouvidas. Ela levanta-se sozinha, sem ajuda de ninguém e com seus passos seguros, atravessa a igreja de volta para sua casa. Todas as suas feridas estavam cicatrizadas, nenhum traço da doença restou. Desde então, Ângela, profundamente reconhecida, não cessou de proclamar o poder e a bondade de sua incomparável benfeitora. 2° Uma criança de três anos, José Bennati, de Bréscia, no mês de novembro de 1776, contraiu uma doença grave que acabou em uma paralisia e os médicos declaravam o caso incurável. A mãe, ouvindo falar da bem aventurada Ângela, pede a intercessão dela para a cura de seu filho e a resposta não tardou: José adormeceu tranquilamente. Após duas horas acorda, e a mãe ansiosa pergunta-lhe se quer comer. A criança, toda alegre, responde que está com fome e, enquanto a mãe vai buscar a comida, o menino senta-se sozinho na cama; a paralisia e as chagas desapareceram. Os médicos atestam o milagre cujos comentários surgem de todos os lados. A mãe exultava de alegria, não cessava de louvar a Deus e a bem aventurada Ângela. Ela levou o menino ao túmulo de Ângela, a fim de que ele mesmo fizesse seu agradecimento. 3° Também aconteceu com uma criança Jerônimo Sechancha, deficiente físico que não conseguia andar só, apenas usava moletas. Aos oito anos de idade, sua mãe Catarina Tallarini o levou à Igreja de Santa Afra em Bréscia. Após três domingos seguidos, tendo comungado em honra a Santa Ângela, no mês de maio de 1777, ela levou seus filhos e lá prostrou-se diante da relíquia de Ângela; acendeu uma vela e fez o pedido para a cura do seu filho. Com fé, ela pediu ao filho para levar as moletas até a relíquia, mas ele disse que não podia, pois doíam muito as suas pernas. Ela continuou insistindo na sua oração o dia inteiro e, Catarina como verdadeira cristã, não perde a coragem, pelo contrário, sempre mais firme em sua invencível esperança, continua sua súplica. O menino começa a chorar com a insistência da mãe. Então, com audácia que dá a fé ela diz à bem aventurada: “não sairei, permanecerei aqui até a noite inteira, se for preciso, até que me alcanceis a graça que solicito. Anoitecia e a mãe rezava sempre; quando, de repente, ela viu o filho sorrir em meios às lágrimas e não duvidou mais que a bem aventurada havia atendido o seu pedido. A criança jogou as moletas o mais longe possível, até perto do altar onde estavam as relíquias da Santa e saiu correndo. Desceu as escadas e a mãe não conseguia segui-lo. Todos que conheciam a criança ficaram estarrecidos com o grande milagre. Ângela não limitou os milagres somente em Bréscia. De muitas casas de Ursulinas na França, Itália e outros lugares se recolheram, nessa época, os testemunhos e favores milagrosos, devido à sua intercessão. Em Saló, onde ela havia passado diversos anos de sua juventude, os habitantes a invocaram solenemente, numa seca extrema que assolava toda região. Sua relíquia foi exposta na Igreja dos padres Capuchinhos. Enquanto o povo rezava, as nuvens se amontoaram e uma chuva abundante veio salvar a lavoura e todos bendisseram o nome de Ângela. Era impossível que a bem aventurada não continuasse após a sua morte aquilo que ela havia feito constantemente na sua vida: levar almas a Deus. E assim deu-se a beatificação de Ângela após vários milagres e conversão de várias pessoas da época. Em 30 de abril de 1768, o Papa Clemente XIII aprovou solenemente o título de bem aventurada à fundadora das Ursulinas. Ursulinas da União Romana Localização geográfica das Províncias do Brasil
![]() |
![]() |
|
![]() |
||
![]() |
||